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Cadê o escritório que estava aqui?

Por Mayara Sampaio | 30 de agosto de 2016


É inegável a revolução que a tecnologia, casada com o surgimento da internet, causou em nosso século: novas formas de comprar e vender, de consumir, de falar e ser ouvido, de interagir - com pessoas e empresas! - e a possibilidade de se conectar instantaneamente com pessoas em qualquer lugar do globo são alguns dos sinais que nos revelam que nos foi possibilitado sair do perímetro que nos limitava e tornar-nos cidadãos globais: "meu mundo é o mundo todo".

Essas mudanças, que chegaram como fruto da revolução já citada, não estão restritas à forma como nos comunicamos ou consumimos (produtos ou informações), tampouco elas dizem respeito apenas às redes sociais e nossa interação com elas; o mundo está mudando: gestão, economia e política, para citar alguns exemplos, têm sido impactados e sentido a realidade de tais mudanças em seus processos, e não tem sido diferente com o trabalho.

O trabalho, aquele visto por uns como um mal necessário e fonte apenas de provisão financeira, e por outros como nascente de onde emana satisfação, realização e sucesso, tem tomado novas formas e aderido a novos formatos tanto como uma alternativa para vencer a crise econômica - e as dificuldades financeiras que os novos entrantes no Mercado bem conhecem - como uma alternativa de atração e retenção de novos talentos e para posicionamento estratégico e vantagem competitiva.

Escritórios virtuais, Coworking, home office e modelo free address são palavras e, mais que isso, propostas e modelos que hoje ouvimos corriqueiramente, mas que causaram grande estranheza nos anos 2000, quando houve o seu boom.

Muitos foram os fatores que impulsionaram esses novos modelos: a internet, é claro, com a possibilidade e capacidade exponencial com a qual nos permite comunicar a qualquer hora e de qualquer lugar com qualquer pessoa com a qual desejemos, sem dúvidas, fica com esse pódio: ou esses novos modelos seriam possíveis caso não houvesse um modo simples e acessível de comunicação direta e instantânea?

Mas as outras medalhas também têm a quem ser entregues!

No caso do home office, por exemplo, trânsitos cada vez mais caóticos, que roubam o tempo e minam a produtividade, e preços altíssimos por metro quadrado são fatores que promovem esse modelo; óbvio que para trabalhar assim, faz-se necessária disciplina, mas qual modelo de trabalho para o qual ela não é um pré-requisito?

Uma pesquisa da Citix, empresa voltada para a tecnologia móvel e de nuvem, aponta que em 2020, pessoas trabalhando em home office representarão 64% dos trabalhadores.

Perguntei a uma pessoa enquanto lia a pesquisa se ela achava que essa "profecia" se cumpriria: ela disse achar que não; num primeiro momento, pensar que tem menos de 5 anos para que isso aconteça pode parecer algo inviável, mas as coisas hoje acontecem numa velocidade tão surpreendente, que me atrevo a dizer que não duvido - talvez esses 64% não trabalhem full time em home office, mas acredito ser bem possível e real, com certa periodicidade semanal. 

E você: o que pensa a esse respeito?

O fato é que o "estilo móvel" de trabalho é uma tendência global; há alguns anos, pesquisadores e estudiosos diziam que essa era a tendência dos escritórios do futuro; esse futuro chegou!

A distribuição física dos escritórios está se tornando mais humana: menos portas, menos salas mais amplas para cargos "'maiores", mais interação, possibilidade de trocas, compartilhamento de conhecimento, mais modularidade e otimização dos espaços, redundando em um ambiente cada vez mais propício para o aprendizado compartilhado e continuado e que também influenciam, e muito, na concentração e produtividade dos colaboradores.

Hoje se pode trabalhar de qualquer lugar - qualquer lugar! - basta que se tenha um dispositivo móvel e acesso à internet: touché! 

Você está apto para trabalhar e produzir.

Isso significa que você trabalhará menos ou produzirá com qualidade inferior? A resposta é um sonoro "não".

Hoje se pode trabalhar de qualquer lugar - qualquer lugar!

Ouso dizer, até, que é ao contrário, pois toda hora é hora para se trabalhar - e aqui cabe uma ressalva: estabeleça limites! 

Um dos segredo para o êxito, em todas as áreas da vida, está na moderação: é não se deixar ser consumido pelo trabalho a ponto de se tornar um workaholic que, apesar de fazer o que ama é infeliz no trabalho (e esse especial do site não é justamente sobre a felicidade nele?), nem se permitir ser mais um na média: faça bem feito, faça melhor, faça o melhor!

...faça bem feito, faça melhor, faça o melhor!

E se um dia você perceber que tudo mudou e o escritório não é mais o mesmo, ao perguntar: "cadê o escritório que estava aqui?", a resposta pode estar, LITERALMENTE, na sua mão!

Bem vindo ao escritório do futuro. 

O futuro já começou!



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Finalista de Administração na Universidade Federal do Amazonas, Diretora de Filiação e Certificação no PMI AM, Pesquisadora CNPq, Curadora de Conteúdo na ABL Consultoria e Executiva de Contas na BSRM Training e Consulting.