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Autoconhecimento como vantagem competitiva

Por Mayara Sampaio | 20 de abril de 2016


Dia desses vi um gif em uma rede social que me deixou bastante reflexiva: O gif mostrava três relógios - o primeiro, que girava insanamente, era o relógio da informação; o segundo, logo ao lado - que girava rápido se comparado a um relógio normal, mas em comparação com o primeiro, girava bem comedidamente - era o relógio do tempo; e o terceiro e último, referente ao conhecimento, tinha ponteiros que até se atreviam a sair do lugar, mas quase que instantaneamente voltavam ao seu lugar original.

Enxerguei neles um retrato bem fiel do que acontece em nossos dias: as mídias e, em especial a democratização da internet, liberam sobre nós, diariamente, uma enxurrada de informações - umas corretas, outras nem tanto; umas fieis, outras tendenciosas, mas todas sempre aos montes.

Experimente ficar 10 minutos diante de uma rede social sem postar ou fazer qualquer outra coisa e veja o montante de novas notícias e informações se aglomerar bem na sua frente em forma de novos posts, tweets e afins.

Fato é que hoje também é escasso o tempo que temos para digerir e apurar essas informações todas; daí tantos serem ludibriados por notícias falsas e infundadas.

O conhecimento vai além de ter muitas informações a respeito de algo, ele é informação aplicada, conexão entre as informações. 

Porém, o que considero mais triste é ver que há muita gente cheia de informação, mas com pouco conhecimento; o conhecimento vai além de ter muitas informações a respeito de algo, ele é informação aplicada, conexão entre as informações

Quer ver um exemplo? Certeza que você tem muitas informações sobre a nanotecnologia, mas se lhe pergunto qual seu conhecimento sobre isso, ele pode ser nulo, pois há somente esparsas informações, não interconectadas, e que não produzem conhecimento de fato.

Após dizer tudo isso, quero mesmo redirecionar essa abordagem para o conhecimento de nós mesmos: O autoconhecimento.

Muita gente acredita que se conhece porque tem informações sobre si mesmo, é claro! Sabe o que gosta de comer e o que não gosta; quantas horas de sono precisa ter por noite para acordar bem disposto no dia seguinte; sua data e local de nascimento; o nome de seus pais; primeira escola que frequentou; quem era seu melhor amigo na quarta série e etc., etc., etc. Mas, ao contrário do primeiro grupo citado, não é muita gente que se conhece de verdade

Pouca gente conhece, por exemplo, sua sequência de conflitos (eu, particularmente, aprendi isso há três semanas num workshop fantástico do qual tive a oportunidade de participar); outros poucos conhecem o que realmente os motiva: O que o faz levantar cedo todas as manhãs, abrir mão de mais algumas horas de sono, pegar um transporte público e se deslocar para a universidade para assistir às aulas de Teoria Geral da Administração às 7 horas da manhã?; há outros que ignoram seus pontos fortes e pontos de melhoria.

E aqui reside um grande impedimento para conquistas maiores. Quando você não sabe no que é bom, torna-se inapto para desenvolver essa potencialidade e ser o melhor no que já faz bem. Já pensou se Tiger Woods não descobrisse que é bom no golf? Talvez nunca fosse o melhor. 


Descobrir aquilo que você faz bem, suas aptidões e talentos é a porta de entrada para feitos maiores; tudo requer esforço e dedicação, é um fato, mas as coisas são menos difíceis quando você investe no lugar correto

E explico: A gente aprende desde criança que deve investir naquilo que não é bom - se o menino não é bom em matemática, colocam ele em aulas de reforço, ensinam mais em casa, compram vídeos que ensinam matemática e coisas semelhantes, mas deixam de lado o fato de que ele é um exímio nadador e não o colocam pra treinar natação. 

Eu vejo diferente: Pra mim, o menino deve aprender matemática o suficientemente bem para saber matemática - certamente ele não quererá ser um matemático e/ou lecionar; agora a soma dos esforços e investimentos devem estar na natação - é o que ele já faz bem, e por fazê-lo, será muito mais fácil se tornar cada vez melhor até ser um campeão.

Isso foi somente para exemplificar o que acontece na prática: Para a maioria das pessoas que você perguntar no que são boas, você receberá uma resposta titubeante - e isso não tem a ver apenas com modéstia, não - tem a ver com falta de autoconhecimento.

Ora, se a maioria não investe em autoconhecimento, não conhece seus pontos fortes, fracos, suas oportunidades e o que pode lhe ameaçar (quem aqui reconheceu os componentes da SWOT?) aqueles que o fazem ganham uma vantagem competitiva.

Imagine uma entrevista de emprego: Sempre há a famosa pergunta "quais seus maiores defeitos e qualidades?" e o pânico para respondê-la é quase que geral, ao ponto de a maioria recorrer aos famosos clichês para dar a resposta.




autoconhecimento te possibilita ser assertivo em questões como essa, afinal, você se conhece, sabe quem é, quais as maiores qualidades - e como as está maximizando - e os maiores defeitos - e como os está vencendo.

Assim, te convido hoje a começar uma jornada de autoconhecimento; ao contrário da maioria das coisas que existe hoje em dia, ele não é instantâneo - é uma jornada longa e profunda. Demanda reflexão e desejo por conhecer-se de fato; assim, elenco abaixo algumas dicas que me têm sido muito úteis e espero que também o sejam para você:

Faça uma lista com todos os seus pontos fortes e fracos


Esse talvez seja o ponto mais difícil de seguir. Requer tempo, atenção e concentração.

Não se apresse, busque em si mesmo os componentes dessa lista e seja o mais sincero possível consigo mesmo. Não devaneie, não escreva como gostaria de ser, mas como de fato é. E, terminada a lista, tenho certeza que você se surpreenderá com o resultado.

Identifique três principais pontos fortes e fracos nos quais você quer trabalhar prioritariamente e trace um plano de ação


Comece aqui sua tarefa para o autodesenvolvimento; após se conhecer, escolha os três principais pontos fortes nos quais você quer investir.

Se tem habilidades de escrita, invista fazendo um curso; se tem habilidades de se relacionar, invista aplicando novas ferramentas para potencializar suas relações e assim, torne-se melhor no que você já é bom; e, quanto aos pontos fracos, escolha os três mais críticos de modo a não estar em déficit com eles - nesses você não precisa ser o melhor, mas você precisa melhorar!

Estabeleça metas


As metas envolvem prazos. Para cada uma das ações que você elencou no ponto 2 tanto para pontos fortes quanto fracos, estabeleça um deadline para a ação e cumpra-o. Trabalhar com uma meta te faz ser mais responsável com o compromisso que assumiu consigo mesmo.




Verifique e avalie


Após o prazo das metas encerradas volte às suas anotações e verifique o que você fez de acordo com o plano de ação traçado, então, avalie os resultados e de acordo com eles continue a investir nos três primeiros pontos por mais um tempo ou escolha novos três e repita o processo.

O autoconhecimento, repito, é uma jornada profunda. Além do citado acima, invista mais em você mesmo: Leia livros bons, ande com pessoas que possam te agregar (somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos, lembra?), faça cursos de aperfeiçoamento e utilize todo o seu potencial - aqueles pontos fortes, dos quais ja falamos - para plantar nesse mundo uma semente de transformação. 

E, acredite em mim: Melhor do que ser transformado e se autoconhecer, é ajudar tantos quantos pudermos para que também vivam isso.

Ganhar vantagem sobre os outros? Coisa de perdedor! Vantagem competitiva mesmo é conhecer a si mesmo!

Agora é com você!


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Imagens: Visual Hunt
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Finalista de Administração na Universidade Federal do Amazonas, Diretora de Filiação e Certificação no PMI AM, Pesquisadora CNPq, Curadora de Conteúdo na ABL Consultoria e Executiva de Contas na BSRM Training e Consulting.